Propaganda eleitoral na TV e no rádio volta ao ar no dia 9 para o 2º turno entre Flávio Bolsonaro e Lula

TV e rádio reservam horários obrigatórios para Flávio Bolsonaro e Lula entre 9 e 23 de outubro; veja a grade e o impacto na compra de mídia.

Redação Ibramercpublicado em 4 out. 2026 · 5 min de leitura
Propaganda eleitoral na TV e no rádio volta ao ar no dia 9 para o 2º turno entre Flávio Bolsonaro e Lula

Com Flávio Bolsonaro e Lula disputando o 2º turno em 25 de outubro, emissoras de TV e rádio voltam a ceder horários obrigatórios entre os dias 9 e 23. Para quem planeja mídia no período, isso significa menos espaço comercial disponível em horários nobres.

Os brasileiros foram às urnas neste domingo, 4 de outubro, para eleger o Congresso Nacional, governadores e, no caso da Presidência, definir os dois nomes que vão ao 2º turno. Com 99,77% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) tinha 47,08% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 45,10%, segundo apuração divulgada pelo Meio & Mensagem. Os dois disputam a Presidência em novo turno marcado para 25 de outubro.

Sete estados também terão 2º turno para governador, entre eles Rio de Janeiro e Distrito Federal. Outros 20, incluindo São Paulo (reeleição de Tarcísio de Freitas) e Minas Gerais (vitória de Cleitinho Azevedo, ambos do Republicanos), já encerraram a disputa estadual neste domingo.

Calendário da propaganda eleitoral

Com a definição dos dois candidatos à Presidência, emissoras de rádio e TV voltam a reservar espaço obrigatório e gratuito para a campanha. O período vai de 9 a 23 de outubro, repetindo a estrutura usada no 1º turno: dois blocos diários, segunda a sábado, mais inserções de 25 minutos por dia entre 5h e 24h, de segunda a domingo, com filmes e spots de 30 e 60 segundos.

MeioBloco 1Bloco 2
Rádio7h às 7h1012h às 12h10
TV13h às 13h1020h30 às 20h40

Cada bloco de 10 minutos é dividido igualmente entre Flávio Bolsonaro e Lula. Nos sete estados com 2º turno para governador, a propaganda estadual segue o mesmo modelo, com dois blocos de 10 minutos exibidos logo após o horário presidencial.

Os debates que não aconteceram

Uma expectativa que segue em aberto para o 2º turno é a realização de debates entre os dois candidatos, algo que não ocorreu no 1º turno. Em 23 de agosto, a Band foi a única emissora aberta a exibir um debate presidencial, mas reuniu apenas Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante); Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema (Novo) não compareceram.

Um segundo debate, organizado pelo pool O Momento da Decisão (CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e Veja+ TV), estava marcado para 14 de setembro e foi cancelado dias antes por falta de confirmação de Lula e Flávio Bolsonaro. O tradicional debate de encerramento do 1º turno, da Globo, previsto para 1 de outubro, também não saiu do papel.

A emissora alegou ter recebido notificações do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal que determinavam a retirada do púlpito de Lula (que já havia anunciado ausência) e a inclusão de Renan Santos entre os convidados. Pouco antes do cancelamento, Flávio Bolsonaro também havia desistido de participar. A Globo alegou que as notificações causariam:

"Insegurança jurídica e representavam uma interferência na liberdade de imprensa." (autor) Globo, segundo o Meio & Mensagem

Com o histórico de três tentativas de debate frustradas no 1º turno, não há, até o momento, confirmação de novos encontros entre Flávio Bolsonaro e Lula antes do 2º turno de 25 de outubro.

O que muda para quem compra mídia no período

Para quem planeja campanhas B2B com presença em TV aberta ou rádio, o retorno da propaganda eleitoral gratuita entre 9 e 23 de outubro reduz a janela comercial disponível nos horários afetados: 13h às 13h10 e 20h30 às 20h40 na TV, 7h e 12h no rádio, além das inserções distribuídas ao longo do dia. Empresas que costumam concentrar campanhas institucionais ou de fim de ano nesses canais tendem a sentir o efeito em disponibilidade de grade e, em alguns mercados, em preço de inserção fora dos horários eleitorais.

O período também coincide com o fechamento do ano fiscal de muitas companhas B2B que usam outubro e novembro para reforçar marca antes do ciclo de planejamento orçamentário de 2027. Quem depende de mídia tradicional para awareness nessas semanas tem dois caminhos: antecipar a reserva de espaço fora dos blocos eleitorais ou redistribuir parte do investimento para digital, onde a propaganda política concorre de forma menos previsível por espaço.

O quadro ainda pode mudar: com sete estados em 2º turno para governador, a grade de propaganda estadual se soma à presidencial nessas praças, apertando ainda mais a disponibilidade comercial local entre 9 e 23 de outubro.

Redação IbramercAutor
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